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HLERA na Festa e baladas
 

Armandinho

Entrevista exclusiva com Armandinho




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1. Você tem noção da influência que suas musicas exercem sobre os jovens? Na hora de compor você se preocupa com isso?
No primeiro disco não, no segundo sim. No primeiro disco eu não tinha noção que iria atingir crianças, mas no segundo disco já estavamos conscientes disso. É meio complicado porque a gente acaba sendo responsável por muitas coisas e pelo fato de eu ter lançado o primeiro disco com a música “folha de bananeira”, escolhida como a música de trabalho, eu não imaginava que as crianças iam ouvir e gostar dela. Apesar de eu achar também que a música não é uma música nítida, as crianças cantam a música mas não fazem uma associação com o tema. Depois disso eu tive todo um cuidado para fazer um segundo disco que mudasse um pouco essa imagem, eu sou uma pessoa que não tem nada haver com a letra da música “folha de bananeira”, eu prático esportes, pego onda, tenho uma vida saudável. Acho que o astral do meu show também não tem relação com a música, então o segundo disco foi um disco mais pensado.

2. Que tipo de mensagem você tenta passar para quem escuta as tuas músicas?
Eu faço reggae, mas a gente sabe que é uma música religiosa Na verdade hoje eu me considero um artista que faz o raggae musicalmente, filosoficamente minhas músicas são MPB. Eu falo de amor. Tento resgatar o romantismo que a juventude perdeu em função de muitas coisas, até mesmo da dificuldade que os pais têm de se aproximarem dos filhos e hoje falar de amor para os jovens acaba sendo um assunto brega e na verdade não é. Eu to tentando resgatar todo esse romantismo que se perdeu.

3. Você teve alguma outra influência além do reggae?
Sim. A minha influência total, que eu escutava com a minha família era MPB, bossa nova. Pode até ver pelas minhas músicas românticas, as letras tem muito haver com as do Vinícios, do Caetano. Conheci o reggae faz muito tempo, quando eu tinha 16 anos. Não gosto de ser rotulado “o regueiro”. Eu faço música, e música é momento; as vezes você está a fim de escutar um rock, um samba, um hard core, depende muito do teu astral. Curto muito o Bob Marley, sei muito sobre ele, li muitas coisas, a maior parte dos momentos da minha vida passei escutando as músicas dele, mas não me prendo só no trabalho do Bob Marley.

Armandinho - Foto: 1

4. Quem te apresentou os trabalhos do Bob?
Foi a vida. Primeiro eu conheci a música negra, que é uma música rica em tudo. O reggae é muito maduro para uma criança entender a mensagem que quer passar, então só fui conhecer esse estilo de música com 16, 17 anos.

5. Você acredita que a mídia te rotula como "regueiro"?
A mídia sim, mas quem entende de reggae não. Tenho até uma certa dificuldade com quem curte reggae de raiz, porque eles não admitem que eu faça um reggae cantando uma música como Ursinho de Dormir, por exemplo. Eles acham que eu deveria escrever música com protestos. Mas na verdade, antes de tudo eu sou músico, toquei muito na noite alegrando as pessoas. E elas muitas vezes saem com pouco dinheiro e naquele momento querem ficar felizes e esquecer o que está saindo nos jornais, nas tvs. Tem muitas bandas que fazem reggae de protesto, eu admiro, gosto e escuto; mas acho que se eu fizesse um reggae falando de um cultura que não é a minha eu não vou estar sendo sincero.

6. Agora que você mora em Santa Catarina, diminuiu u número de shows fora do Estado?
Não. Na realidade Florianópolis foi uma cidade que me ajudou muito. Eu chego em São Paulo e as pessoas me abordam falando que esteve lá e que conheceu o meu trabalho. Também acontece nos meios dos meus shows eu escutar um grito "Floripa1". Mas continuo fazendo show por todo Brasil.

Armandinho - Foto: 2

7. Por que escolheu morar em Santa Catarina?
Porque eu nunca fui muito de baladas, não gosto de sair. Quando não tenho show eu gosto de ficar em casa, dormir cedo. Nunca fui um cara com ambições de ter um carrão, participar de grandes festas com modelos. Eu, estando na minha casa, na beira da praia, andando pé descalço com o meu cachorro é a maior riqueza que posso ter.

8. Como foi sua entrada no mercado de trabalho?
Fui tocando, conquistando o público. Então comecei a me interessar pelas rádios. Me perguntaram se eu tinha músicas próprias, daí mandei uma fita demo para a rádio Atlântida e escolheram a primeira música de trabalho "folha de bananeira", que entrou nas rádios em 15 dias.

9. Você enfrenta preconceito em relação as drogas?
Não. Nunca ninguém chegou no show e falou para mim: "Olha o que você ta escrevendo." Algumas pessoas mandam e-mails para o ministério público reclamando, mas são pessoas que não conhecem o meu trabalho; conhecem apenas "aquela" música. No momento em que escutarem Desenho de Deus, por exemplo, eu acho que vão mudar de opinião.

Armandinho - Foto: 3

10. Qual é a idade do seu público?
Depende do lugar. Mas a média deve ser entre 14 e 18 anos.

11. Qual foi a música mais importante para você?
Foi Ursinho de Dormir. Escuto muitos casais falarem que essa música marcou o namoro deles. Para mim isso significa que a missão da música já foi feita, porque uniu as pessoas.

12. Para compor a música Desenho de Deus em que você se inspirou?
Começou como uma homenagem a Santa Catarina. Eu tava voltando e quando atravessei a fronteira do Rio Grande do Sul, em Torres, onde as praias deixam de ser abertas e começam os desenhos com as pedras. Começamos a falar no ônibus que o lugar era tão lindo que Deus quando desenhou deve ter conhecido uma pessoa maravilhosa, que ele tava namorando. Depois eu acabei a letra e dei o sentido que tem hoje.

Armandinho - Foto: 4

13. Como é tocar para o público catarinense?
É ótimo. Sempre fui muito bem recebido, o público curte muito o meu show. É maravilhoso, nem tenho o que falar.

14) Teve algum motivo especial para você gravar "Leãozinho", de Caetano Veloso?
R: O Caetano sempre teve presente na minha vida, cresci ouvindo o trabalho dele. Então um dia eu tava escutando Leãozinho de novo e me deis conta que essa poesia eram como as minhas letras. Assim regravei para que os jovens também pudessem conhecer o trabalho dele.


Entrevista concedida em: 08/07/2005
 

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